Quando iniciei minha trajetória, há 15 anos, a expressão “terapia tântrica” era quase um sussurro em Belo Horizonte. As pessoas buscavam massagem, relaxamento. Mas eu sentia que faltava algo. Eu via clientes com questões profundas – bloqueios, traumas, dificuldades de relacionamento – que uma única sessão de massagem podia aliviar, mas não transformar. Foi aí que minha busca pessoal e profissional se aprofundou na terapia tântrica em BH como um processo contínuo.
Construindo Pontes, Não Apenas Sessões
O maior desafio foi mudar a percepção das pessoas. Elas chegavam esperando uma solução instantânea, uma “pílula mágica” em forma de massagem. Meu erro, no começo, foi não gerenciar essa expectativa. Lembro de um rapaz jovem, ansioso, que queria “resolver” sua ejaculação precoce em uma hora. Eu apliquei a técnica, mas não era disso que ele precisava. Ele precisava de um processo. Aprendi que a primeira sessão de terapia tântrica é, na verdade, uma longa conversa, um mapeamento da vida da pessoa. A massagem é uma ferramenta dentro desse processo, não o processo inteiro.
Tive clientes memoráveis que me ensinaram o verdadeiro significado deste trabalho. Uma mulher, por exemplo, que após um divórcio doloroso, não conseguia se olhar no espelho. Foram meses de encontros. No início, as sessões eram focadas em respiração, em meditações ativas. O toque foi introduzido aos poucos, de forma sutil, nas mãos, nos pés. Ver a transformação dela, a forma como ela voltou a se apropriar do próprio corpo e da própria história, foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Ela não fez apenas massagem, ela trilhou um caminho de terapia tântrica.
O ambiente para a terapia é um pouco diferente. O som, muitas vezes, é o do silêncio, quebrado apenas pela nossa respiração. O cheiro é quase nulo, para não interferir nas memórias e sensações que podem emergir. Usamos muitos apoios, como almofadas e rolos, porque o corpo precisa se sentir completamente seguro para se abrir. A sensação de um trabalho bem-feito aqui é quando o cliente tem um insight. Quando, no meio de uma conversa pós-sessão, ele conecta um padrão de comportamento com uma sensação que teve na maca. É um trabalho de detetive da alma.
Minha equipe entende essa diferença. Eles não são apenas massoterapeutas; são terapeutas corporais com uma escuta afiada. Falamos muito sobre os casos (sempre de forma anônima), trocamos percepções. “Você notou como ele tensiona o maxilar quando falamos da mãe dele?”, um comenta. Essa troca enriquece o trabalho.
Confesso que, às vezes, o processo é lento e me sinto ansioso pelo progresso do cliente. Mas aprendi a respeitar o tempo de cada um. A terapia tântrica não é uma corrida. É um caminhar, lado a lado. A concorrência, por vezes, foca no “tantra” como algo exótico. Nós focamos na “terapia” como algo real, com começo, meio e, quem sabe, um novo começo para o cliente.
O futuro da terapia tântrica em BH, pra mim, está em integrá-la com outras abordagens, como a psicologia. Já tenho parcerias com psicólogos que encaminham seus pacientes, e vice-versa. É um caminho de legitimidade. Se você sente que suas questões vão além de uma simples tensão muscular e busca uma transformação mais profunda, talvez o processo terapêutico seja o seu caminho. Venha conversar, sem compromisso. Entender sua história é o primeiro passo.
